terça-feira, 30 de março de 2010

Preciso de solidão para me sentir triste. Para sentir que me resto mais do que não existo. Que não fujo, não me escondo ou quu ninguém me vê. E sozinha ninguém em vê ou vejo-me eu e por isso alguém. Vejo-me sozinha, existindo, sentindo ira, devastação. Resta de mim algo quando estou triste. Resta melancolia, necessidade e contudo presença. Percepção.



Modera-se nos estados de espírito, tornando-se, cada um, tolerável, ou quase.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Devo-me a ti, que sempre exististe. Sempre no mesmo lugar: ao meu lado.
Porque não existe outro lugar para as mães, após os filhos, porque não existe um "após os filhos".
O teu lugar é aqui onde sempre estiveste, onde sempre exististe, onde sempre viveste e me ajudaste a viver. O teu lugar é a meu lado.
Daqui ver-me-ás crescer. De bem perto.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Aquelas coisas que não me contam, que não pergunto. As coisas que não imagino existirem. O mundo que quero habitar é feito maioritáriamente de coisas assim. Coisas que, mesmo sem eu conhecer, sem poder provar estarem lá, como o próprio ar, alguém constata que existem.

domingo, 7 de março de 2010

Where the wild things are



"Let the wild rumpus start"

Contrução

Existir é uma construção. Cada piso que se sobe é feito de menos coisas, com maior peso e importância, os seus alicerces são pisos de coisas mais pequenas. Querer começar por baixo, pelas coisas mais pequenas, leva mais tempo. Começar por cima, mais esforço.

terça-feira, 2 de março de 2010

Hoje surpreendeu-me. Hoje acomodei-me ilegalmente numa sala vazia, juntamente com 6 colegas, e falámos, entre outros, de realidade. Não da realidade, mas de uma realidade apenas de cada um, no futuro, no que vem depois da morte, chegando à conclusão que, de um modo geral, não divergiam muito umas das outras.
A certo ponto da conversa, eu:
- Gostava que a vossa realidade fosse brutalmente diferente da minha! Seria mais interessante, saberia mais coisas.
Um colega:
- Seria ainda mais complicado entender-vos!
Os 90 minutos mais intensos dos últimos tempos ( e os únicos em que a dita sala ficou ilesa).

A sense

A sense
Firmeza