"Sinto sozinho e nunca aprendi a estar sozinho.Estou sozinho. Sinto falta das palavras. Estu sozinho. Estou sozinho. Sinto falta de uns olhos onde possa imaginar. Estou sozinhoo. Sinto falta de mim em mim." José Luís Peixoto
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Toda a gente insiste que esta pergunta é fácil e eu... Não sei a resposta!
Porque se criam ligações entre as pessoas?
sábado, 26 de dezembro de 2009
Parava de vez em quando uma série de dias para tomar conta de si, tomar de novo o jeito há vida, assumir-se de si mesma como quem precisa de um certo (talvez pouco e, ainda assim...) cuidado.
Não se manifestava, não criava laços, não vivia o seu corpo e a sua cabeça ( quais corpo e cabeça?). Deslocava-se por vezes em voltas infinitas, para uma frente desgastada e, por isso, parte do passado.
Não se conseguindo isolar da sua própria solidão, incapaz de afastar de si a sua própria presença, tomava o gosto àquela janela e ao brilho lá de fora, tomava o gosto à sua consciência e dias mais tarde perdia-se novamente de si mesma.
Não se manifestava, não criava laços, não vivia o seu corpo e a sua cabeça ( quais corpo e cabeça?). Deslocava-se por vezes em voltas infinitas, para uma frente desgastada e, por isso, parte do passado.
Não se conseguindo isolar da sua própria solidão, incapaz de afastar de si a sua própria presença, tomava o gosto àquela janela e ao brilho lá de fora, tomava o gosto à sua consciência e dias mais tarde perdia-se novamente de si mesma.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Todos os dias espreito os mesmos sítios, à procura das mesmas pessoas que sempre lá estão (ou em busca de quem lá nunca se encontra, quem sabe).
Cada vez menos tenho tempo para mim. Hoje, no mais escasso exemplo, aterrar em lençóis e, antes de ser dominada pelo cansaço, dar uma revisão num livro cujas páginas abandonei (e o número esqueci). Quando me lembro, leio letras, com sorte palavras e não me mexi da mesma página. Será assim como num livro que leio, que se encerra a minha existência?
Ontem obriguei-me a mim mesma a sentar em frente à secretária, a escrever as minhas próprias linhas, e fingir o domínio (e quais domínios são os de uma vida tão singela?), mas domínios, nenhuns, e se os há, deles, nem sombra.
Nesta semana cada dia tem menos uma hora que o anterior, e o meu destino, dele chama ficaram fagulhas, e as fagulhas saltaram, fugiram, desapareceram. E eu sentada em frente à secretária (à espreita, à procura do que lá não se encontra).
Cada vez menos tenho tempo para mim. Hoje, no mais escasso exemplo, aterrar em lençóis e, antes de ser dominada pelo cansaço, dar uma revisão num livro cujas páginas abandonei (e o número esqueci). Quando me lembro, leio letras, com sorte palavras e não me mexi da mesma página. Será assim como num livro que leio, que se encerra a minha existência?
Ontem obriguei-me a mim mesma a sentar em frente à secretária, a escrever as minhas próprias linhas, e fingir o domínio (e quais domínios são os de uma vida tão singela?), mas domínios, nenhuns, e se os há, deles, nem sombra.
Nesta semana cada dia tem menos uma hora que o anterior, e o meu destino, dele chama ficaram fagulhas, e as fagulhas saltaram, fugiram, desapareceram. E eu sentada em frente à secretária (à espreita, à procura do que lá não se encontra).
sábado, 12 de dezembro de 2009
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Não consigo evitar pensar que estás aqui. E que em qualquer esquina apareces à minha frente. Consigo sentir-te o cheiro, e ver o teu sorriso (não, o teu sorriso só lembrar-me dele, e que saudades!), mas a tua cara nem vê-la, tenho medo de esquecer-me dela.
Não consigo evitar querer ir ter contigo, tenho milhões de coisas que te quero contar. Hoje ascendi e saí da miséria e não me sinto por um segundo mais importante sem ti ao meu lado.
Estarei em erro?
Hoje inundado o ar do frio do costume do Inverno, que insiste em negar a sua própria chegada, com medo de ser visto. E eu quando uma brisa passa a esconder-me por baixo do meu pescoço gelado. Não te consigo ver a saír daquela esquina hoje, sei que não gostas da chuva (e se calhar também porque não estás aqui. Não! É so mesmo da chuva...), e que, quando a chuva vem, tu em casa a querer ir a lado nenhum. Tu e o Iverno andam a jogar às escondidas... Eu cá gosto do Inverno!
Não consigo evitar querer ir ter contigo, tenho milhões de coisas que te quero contar. Hoje ascendi e saí da miséria e não me sinto por um segundo mais importante sem ti ao meu lado.
Estarei em erro?
Hoje inundado o ar do frio do costume do Inverno, que insiste em negar a sua própria chegada, com medo de ser visto. E eu quando uma brisa passa a esconder-me por baixo do meu pescoço gelado. Não te consigo ver a saír daquela esquina hoje, sei que não gostas da chuva (e se calhar também porque não estás aqui. Não! É so mesmo da chuva...), e que, quando a chuva vem, tu em casa a querer ir a lado nenhum. Tu e o Iverno andam a jogar às escondidas... Eu cá gosto do Inverno!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Desligei-me do mundo por breves segundos. Não tenho nada a dizer e não sei do que sofro. Sofro duma vida insípida, inodora, irrelevante. Morro no desejo de mais qualquer coisa, mas um mundo cheio de palavras que não conheço. E eu perdida. Afogada no meu desespero.
Não digo existir, não acordo com a exigência de um legado, todas as memórias de mim, vou-as eu apagando, cada ano, passando a um novo vazio. Gostava de dizer que posso, ou que fasso falta, e, não nego, não faço aqui falta. E agora onde vou?
Não digo existir, não acordo com a exigência de um legado, todas as memórias de mim, vou-as eu apagando, cada ano, passando a um novo vazio. Gostava de dizer que posso, ou que fasso falta, e, não nego, não faço aqui falta. E agora onde vou?
sábado, 14 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
À espera de mim mesma
E ouve-se a história de quem já foi verdadeiramente feliz. E custa-me admitir o esquecimento, porque reconheço momentos da minha infância, em que essa inocência estava presente. Sim... inocência. Porque se resume a isso mesmo, um momento de pura inocência.
E lamento ter-me esquecido, e lamento tirar essa inocência deliciosa às coisas com a minha complicação ao essencial, e a essa ansiedade por um determinado momento, também ele inocente, e talvez até insignificante, como uma caneca de chocolate quente. Seria isso pura felicidade?
Mas não sei ser se não isto que sou agora, esta mar de complicações de desmedida irrelevância. Espero apenas o meu pequeno eu, agarrando-me a um vislumbre dessa pura felicidade. Lembrando quem diz ter tido esse momento: pergunto-me como será.
Já o sei... Só me falta senti-lo! E então, se alguém me encontrar, não se esqueça de dizer Olá!
E lamento ter-me esquecido, e lamento tirar essa inocência deliciosa às coisas com a minha complicação ao essencial, e a essa ansiedade por um determinado momento, também ele inocente, e talvez até insignificante, como uma caneca de chocolate quente. Seria isso pura felicidade?
Mas não sei ser se não isto que sou agora, esta mar de complicações de desmedida irrelevância. Espero apenas o meu pequeno eu, agarrando-me a um vislumbre dessa pura felicidade. Lembrando quem diz ter tido esse momento: pergunto-me como será.
Já o sei... Só me falta senti-lo! E então, se alguém me encontrar, não se esqueça de dizer Olá!
domingo, 18 de outubro de 2009
Carecendo de significado?
A quem pode uma pessoa de 14 anos dizer "a ti... por todas as primaveras"
quando a esta altura, todas as primaveras se passaram com quem já veio e já foi, deixando apenas um ponto.
Por isso, à minha mãe e irmã, por todos estes anos de cambalhotas, quedas e montanhas.
E deixo um pedido aos donos dos pontinhos: que venham escrever mais uma vírgula.
quando a esta altura, todas as primaveras se passaram com quem já veio e já foi, deixando apenas um ponto.
Por isso, à minha mãe e irmã, por todos estes anos de cambalhotas, quedas e montanhas.
E deixo um pedido aos donos dos pontinhos: que venham escrever mais uma vírgula.
sábado, 10 de outubro de 2009
Levanta-se, pega no jornal e sai. Como se mais ninguem vivesse na casa. Que raio de rotina é esta?
Lá vai ele, de pasta debaixo do braço. No auge dos seus quarenta, a sua expressão vivida já impõe algum respeito. E embora a alma seja de peso, não se atreve a soltar o suspiro. Não enquanto, do outro lado da estrada, a vizinha do 1º direito estiver a despejar o lixo e no café o colega olhar pela janela num aceno desprovido de interesse, e aquele sorriso amarelo de quem teve mesmo que se levantar da cama às seis da manhã. Não pode correr o risco de perder esse respeito, por um breve suspiro. Esse que demorou tanto a contruir e a ser reconhecido.
Hoje para variar conteve as palavras, ao sair de casa, pelo medo de cair no desabafo de uma lágrima, talvez do olho esquerdo, com medo da denuncia da sua voz. (Que raio de rotina é esta?)
Mas cansado daquela rotina, de tentar esconder-se de uma suposta cobiça dos que mais ama, espera apenas 5 minutos até ao escritório, que, mais que longos lhe corroeram a alma, e aí não é um suspiro, mas o choro que expressa a sua mágua.
Lá vai ele, de pasta debaixo do braço. No auge dos seus quarenta, a sua expressão vivida já impõe algum respeito. E embora a alma seja de peso, não se atreve a soltar o suspiro. Não enquanto, do outro lado da estrada, a vizinha do 1º direito estiver a despejar o lixo e no café o colega olhar pela janela num aceno desprovido de interesse, e aquele sorriso amarelo de quem teve mesmo que se levantar da cama às seis da manhã. Não pode correr o risco de perder esse respeito, por um breve suspiro. Esse que demorou tanto a contruir e a ser reconhecido.
Hoje para variar conteve as palavras, ao sair de casa, pelo medo de cair no desabafo de uma lágrima, talvez do olho esquerdo, com medo da denuncia da sua voz. (Que raio de rotina é esta?)
Mas cansado daquela rotina, de tentar esconder-se de uma suposta cobiça dos que mais ama, espera apenas 5 minutos até ao escritório, que, mais que longos lhe corroeram a alma, e aí não é um suspiro, mas o choro que expressa a sua mágua.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Espicifico o poder da solidão, que recentemente tomou conta de mim:
Hoje mil cumprimentos, a já habitual dose do tédio de sempre e uma vontade enorme de desaparecer (para onde?).
Quando passo o dia na gargalhada dos intervalos de 15 minutos, antes de outra aula que não me dou ao trabalho de saber qual é, dou por mim a desfazer o meu próprio sorriso numa breve reflexão ao grupo, nunca me senti tão ao abandono, tão sem destino (fugir para onde?). Essa boa amiga, Senhora Solidão:
- Como está hoje?
- Sinto-me sozinha...
- Que tal um pouco de companhia - a ironia daquele fracasso tão grande.
Agora em casa nada me resta se não os vislumbres de memória de um dia que ainda não acabou. Isso e o que a solidão fez para alterar em mim o que sou. Nesse caso, o que sou eu agora?
Hoje mil cumprimentos, a já habitual dose do tédio de sempre e uma vontade enorme de desaparecer (para onde?).
Quando passo o dia na gargalhada dos intervalos de 15 minutos, antes de outra aula que não me dou ao trabalho de saber qual é, dou por mim a desfazer o meu próprio sorriso numa breve reflexão ao grupo, nunca me senti tão ao abandono, tão sem destino (fugir para onde?). Essa boa amiga, Senhora Solidão:
- Como está hoje?
- Sinto-me sozinha...
- Que tal um pouco de companhia - a ironia daquele fracasso tão grande.
Agora em casa nada me resta se não os vislumbres de memória de um dia que ainda não acabou. Isso e o que a solidão fez para alterar em mim o que sou. Nesse caso, o que sou eu agora?
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
The crying angel and his flight
sábado, 1 de agosto de 2009
A question of balance
Click and play with the balls!
The joy of playing with something so dangerous as playing with balance can be.
The joy of playing with something so dangerous as playing with balance can be.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
5 centimeters per second
Today I want to share a movie I saw once. It is caled
5 centimeters per second
So this movie is an ANIME ( animes are films with Japanese type of cartoons ), just like Howl's Moving Castle. It is very difficult to talk about it without spoiling a little bit, but I'll try not to.
This is one of the best if not the best of anime movie's because it as excellent images and it is a romantic love story, and very dramatic with excellent arguments and touching things. It is not a "lovely dovey" or a comedy romance like many of the animes.
It is composed by three episodes:
- Cherry blossom;
- Cosmonaut;
- 5 centimeters per second;
Here are some of the images ( the 2nd episode has the best ones)
I tried not to reveal the most pretty ones.
There is also goood soundtracks on this film like Distant Everyday Memories.
I'll be publishing a ver gtood trailer that explains nothing and therefore doesn't spoils, but gives you very good images and music.
If you pay attention in the middle of the trailer it is written " Do you know? The speed at wich cherry blossom fall... 5 centimeters per second!". The film as many great sentences like this!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
A sense
Firmeza












