E ouve-se a história de quem já foi verdadeiramente feliz. E custa-me admitir o esquecimento, porque reconheço momentos da minha infância, em que essa inocência estava presente. Sim... inocência. Porque se resume a isso mesmo, um momento de pura inocência.
E lamento ter-me esquecido, e lamento tirar essa inocência deliciosa às coisas com a minha complicação ao essencial, e a essa ansiedade por um determinado momento, também ele inocente, e talvez até insignificante, como uma caneca de chocolate quente. Seria isso pura felicidade?
Mas não sei ser se não isto que sou agora, esta mar de complicações de desmedida irrelevância. Espero apenas o meu pequeno eu, agarrando-me a um vislumbre dessa pura felicidade. Lembrando quem diz ter tido esse momento: pergunto-me como será.
Já o sei... Só me falta senti-lo! E então, se alguém me encontrar, não se esqueça de dizer Olá!
"Sinto sozinho e nunca aprendi a estar sozinho.Estou sozinho. Sinto falta das palavras. Estu sozinho. Estou sozinho. Sinto falta de uns olhos onde possa imaginar. Estou sozinhoo. Sinto falta de mim em mim." José Luís Peixoto
sábado, 24 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Carecendo de significado?
A quem pode uma pessoa de 14 anos dizer "a ti... por todas as primaveras"
quando a esta altura, todas as primaveras se passaram com quem já veio e já foi, deixando apenas um ponto.
Por isso, à minha mãe e irmã, por todos estes anos de cambalhotas, quedas e montanhas.
E deixo um pedido aos donos dos pontinhos: que venham escrever mais uma vírgula.
quando a esta altura, todas as primaveras se passaram com quem já veio e já foi, deixando apenas um ponto.
Por isso, à minha mãe e irmã, por todos estes anos de cambalhotas, quedas e montanhas.
E deixo um pedido aos donos dos pontinhos: que venham escrever mais uma vírgula.
sábado, 10 de outubro de 2009
Levanta-se, pega no jornal e sai. Como se mais ninguem vivesse na casa. Que raio de rotina é esta?
Lá vai ele, de pasta debaixo do braço. No auge dos seus quarenta, a sua expressão vivida já impõe algum respeito. E embora a alma seja de peso, não se atreve a soltar o suspiro. Não enquanto, do outro lado da estrada, a vizinha do 1º direito estiver a despejar o lixo e no café o colega olhar pela janela num aceno desprovido de interesse, e aquele sorriso amarelo de quem teve mesmo que se levantar da cama às seis da manhã. Não pode correr o risco de perder esse respeito, por um breve suspiro. Esse que demorou tanto a contruir e a ser reconhecido.
Hoje para variar conteve as palavras, ao sair de casa, pelo medo de cair no desabafo de uma lágrima, talvez do olho esquerdo, com medo da denuncia da sua voz. (Que raio de rotina é esta?)
Mas cansado daquela rotina, de tentar esconder-se de uma suposta cobiça dos que mais ama, espera apenas 5 minutos até ao escritório, que, mais que longos lhe corroeram a alma, e aí não é um suspiro, mas o choro que expressa a sua mágua.
Lá vai ele, de pasta debaixo do braço. No auge dos seus quarenta, a sua expressão vivida já impõe algum respeito. E embora a alma seja de peso, não se atreve a soltar o suspiro. Não enquanto, do outro lado da estrada, a vizinha do 1º direito estiver a despejar o lixo e no café o colega olhar pela janela num aceno desprovido de interesse, e aquele sorriso amarelo de quem teve mesmo que se levantar da cama às seis da manhã. Não pode correr o risco de perder esse respeito, por um breve suspiro. Esse que demorou tanto a contruir e a ser reconhecido.
Hoje para variar conteve as palavras, ao sair de casa, pelo medo de cair no desabafo de uma lágrima, talvez do olho esquerdo, com medo da denuncia da sua voz. (Que raio de rotina é esta?)
Mas cansado daquela rotina, de tentar esconder-se de uma suposta cobiça dos que mais ama, espera apenas 5 minutos até ao escritório, que, mais que longos lhe corroeram a alma, e aí não é um suspiro, mas o choro que expressa a sua mágua.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
A sense
Firmeza