Quero renascer. Quero parar de ser uma coisa que não gosto em momentos precisos. Quero energia para consumir e fazer alguma coisa útil e quero, após todos estes anos e finalmente, parar de fugir de mim e do que realmente importa.
Quando estou perdida nos recantos de mim que exploro quando me atinge a saudade, preciso que venhas puxar-me para cima (preciso que chegues e que te sentes ao meu lado para me lembrar das coisas que realmente importam), para que não caia no eterno esquecimento das minhas raízes ou em teias de coisas passadas (num passado onde existes e que por isso tanto).
Falhei-te e ainda não fiz luto a isso. Falhei ver-te e a saudade alimentou-se de qualquer coisa cinzenta, da inércia, de parte importante de mim e, sem saber bem como me sentia, permiti-me (uma vez mais) fugir de mim para um sítio onde sempre possa chorar o fracasso e a saudade.
Hoje voltei sem saber quem sou.