"Sinto sozinho e nunca aprendi a estar sozinho.Estou sozinho. Sinto falta das palavras. Estu sozinho. Estou sozinho. Sinto falta de uns olhos onde possa imaginar. Estou sozinhoo. Sinto falta de mim em mim." José Luís Peixoto
sábado, 9 de janeiro de 2010
Estou cheia.
Não tolero mais apanhar as agulhas do meu próprio mundo, à procura de um sabor a qualquer coisa. Cansei-me de fingir que existo, e mais do que existir, que me importo, mas não posso mais que isso. Vou a partir de agora, ser mais do mesmo, a fazer as mesmas coisas enquanto alguém estiver a olhar.
Não tolero mais apanhar as agulhas do meu próprio mundo, à procura de um sabor a qualquer coisa. Cansei-me de fingir que existo, e mais do que existir, que me importo, mas não posso mais que isso. Vou a partir de agora, ser mais do mesmo, a fazer as mesmas coisas enquanto alguém estiver a olhar.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Desde ontem o meu peito insiste anunciar presença. O meu coração parece querer bombar mais sangue do que o que conservo no corpo, acelerando por muito pouco. Quer ao virar uma esquina vazia, quer ao sentar-me sozinha à mesa, quer ao espreitar lá para fora à noite e não ver nada.
Sinto que abandonei o ano a abandonar o sítio onde pertenço, ao lado de quem pertence comigo (novamente o meu egoísmo), e a sensação de uma existência banal, igual a todas as outras, dá lugar a uma consciência de solidão, que, outrora (não sei quando) esqueci que caminha comigo. Assim, e apenas assim, pesada, me sinto eu, me sinto viva.
Caminho por ruas onde ameaça chover mas não chove, vivo num quarto onde o branco é silêncio, onde durmo melhor e passo os mesmos dias de sempre, chateada comigo mesma por fazer sempre as mesmas coisas de uma velha rotina que não gosto, a criar objectivos que não alcanço e que esqueço, e em troca de quê?
2009 passou. Já há muitos dias que todos se queria livrar dele, e ele sem remédio. Abrimos os braços ao 2010. Que seja um ano de mais sorrisos, de mais alegria. E cumprimentos a todos por terem chegado tão longe, com a certeza que, quando este novo ano estiver no fim, quase ninguém irá desejar que fique, mas que, de novo, dê licença a um novo ano para entrar, sempre na promessa de melhor, em vez de um inexoravél fracasso e de um intenso cansaço.
Os meus desejos a vós, que sobrevivestes a mais um ano, é que se aguentem até ao próximo, e por mais alguns.
Sinto que abandonei o ano a abandonar o sítio onde pertenço, ao lado de quem pertence comigo (novamente o meu egoísmo), e a sensação de uma existência banal, igual a todas as outras, dá lugar a uma consciência de solidão, que, outrora (não sei quando) esqueci que caminha comigo. Assim, e apenas assim, pesada, me sinto eu, me sinto viva.
Caminho por ruas onde ameaça chover mas não chove, vivo num quarto onde o branco é silêncio, onde durmo melhor e passo os mesmos dias de sempre, chateada comigo mesma por fazer sempre as mesmas coisas de uma velha rotina que não gosto, a criar objectivos que não alcanço e que esqueço, e em troca de quê?
2009 passou. Já há muitos dias que todos se queria livrar dele, e ele sem remédio. Abrimos os braços ao 2010. Que seja um ano de mais sorrisos, de mais alegria. E cumprimentos a todos por terem chegado tão longe, com a certeza que, quando este novo ano estiver no fim, quase ninguém irá desejar que fique, mas que, de novo, dê licença a um novo ano para entrar, sempre na promessa de melhor, em vez de um inexoravél fracasso e de um intenso cansaço.
Os meus desejos a vós, que sobrevivestes a mais um ano, é que se aguentem até ao próximo, e por mais alguns.
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