sábado, 16 de janeiro de 2010

O excesso de gordura não é gasto pelo simples movimento da minha mão.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Estou cheia.
Não tolero mais apanhar as agulhas do meu próprio mundo, à procura de um sabor a qualquer coisa. Cansei-me de fingir que existo, e mais do que existir, que me importo, mas não posso mais que isso. Vou a partir de agora, ser mais do mesmo, a fazer as mesmas coisas enquanto alguém estiver a olhar.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Desde ontem o meu peito insiste anunciar presença. O meu coração parece querer bombar mais sangue do que o que conservo no corpo, acelerando por muito pouco. Quer ao virar uma esquina vazia, quer ao sentar-me sozinha à mesa, quer ao espreitar lá para fora à noite e não ver nada.
Sinto que abandonei o ano a abandonar o sítio onde pertenço, ao lado de quem pertence comigo (novamente o meu egoísmo), e a sensação de uma existência banal, igual a todas as outras, dá lugar a uma consciência de solidão, que, outrora (não sei quando) esqueci que caminha comigo. Assim, e apenas assim, pesada, me sinto eu, me sinto viva.
Caminho por ruas onde ameaça chover mas não chove, vivo num quarto onde o branco é silêncio, onde durmo melhor e passo os mesmos dias de sempre, chateada comigo mesma por fazer sempre as mesmas coisas de uma velha rotina que não gosto, a criar objectivos que não alcanço e que esqueço, e em troca de quê?
2009 passou. Já há muitos dias que todos se queria livrar dele, e ele sem remédio. Abrimos os braços ao 2010. Que seja um ano de mais sorrisos, de mais alegria. E cumprimentos a todos por terem chegado tão longe, com a certeza que, quando este novo ano estiver no fim, quase ninguém irá desejar que fique, mas que, de novo, dê licença a um novo ano para entrar, sempre na promessa de melhor, em vez de um inexoravél fracasso e de um intenso cansaço.
Os meus desejos a vós, que sobrevivestes a mais um ano, é que se aguentem até ao próximo, e por mais alguns.

A sense

A sense
Firmeza