Nasceu de uma nova dimensão de coisas. Uma que toda a gente desconhece. Que ela própria inventou. As coisas que vivem com ela, ao lado dela, não são sensíveis. E não passam de movimentos, de efemeridade.
Nada rasga a penumbra, que nada mais se torna. Um eterno lusco-fusco, nunca tarde e também nunca sombra, nunca manhã nem luz, um nada. Outrora, talvez conseguisse ver as pessoas que sentiam mais para além dela e agora nem isso. E talvez nunca.
Não há memórias que provenham de uma dimensão tão peculiar assim, apenas Presente. E talvez quem sabe esse Presente não Presente mas um único momento, vivível por uma eternidade.
Sim, uma nova dimensão de coisas. Talvez sem memórias nem dor, nem coisa outra que se possa sentir.
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