"Sinto sozinho e nunca aprendi a estar sozinho.Estou sozinho. Sinto falta das palavras. Estu sozinho. Estou sozinho. Sinto falta de uns olhos onde possa imaginar. Estou sozinhoo. Sinto falta de mim em mim." José Luís Peixoto
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Os dias vão-se gastando silenciosamente. Sem gastar o solo que pisam. E as coisas que não são feitas, acumulam-se seguindo a lei das coisas, eventualmente, as que mais se arrastam, por serem tão inimigas da preguiça, vão deixando um cheiro de esquecimento muito vago. Eu reforço-me de uma nova vontade de andar, que se gasta proporcionalmente à passagem dos dias, e que, após gastas, eu renovo, evitando a deprimência. Nada se abala. Os dias continuam a gastar-se num silêncio cada vez mais consumidor. Ao fim de cada dia, os esforços pôem-se em evidência através do cansaço, assim como a sua própria irrelevâcia: sem qualquer fruto ou recompensa ou ponta de satisfação. E os dias repetem-se, repetem-se, repetem-se...
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A sense
Firmeza
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