Espicifico o poder da solidão, que recentemente tomou conta de mim:
Hoje mil cumprimentos, a já habitual dose do tédio de sempre e uma vontade enorme de desaparecer (para onde?).
Quando passo o dia na gargalhada dos intervalos de 15 minutos, antes de outra aula que não me dou ao trabalho de saber qual é, dou por mim a desfazer o meu próprio sorriso numa breve reflexão ao grupo, nunca me senti tão ao abandono, tão sem destino (fugir para onde?). Essa boa amiga, Senhora Solidão:
- Como está hoje?
- Sinto-me sozinha...
- Que tal um pouco de companhia - a ironia daquele fracasso tão grande.
Agora em casa nada me resta se não os vislumbres de memória de um dia que ainda não acabou. Isso e o que a solidão fez para alterar em mim o que sou. Nesse caso, o que sou eu agora?
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