E ouve-se a história de quem já foi verdadeiramente feliz. E custa-me admitir o esquecimento, porque reconheço momentos da minha infância, em que essa inocência estava presente. Sim... inocência. Porque se resume a isso mesmo, um momento de pura inocência.
E lamento ter-me esquecido, e lamento tirar essa inocência deliciosa às coisas com a minha complicação ao essencial, e a essa ansiedade por um determinado momento, também ele inocente, e talvez até insignificante, como uma caneca de chocolate quente. Seria isso pura felicidade?
Mas não sei ser se não isto que sou agora, esta mar de complicações de desmedida irrelevância. Espero apenas o meu pequeno eu, agarrando-me a um vislumbre dessa pura felicidade. Lembrando quem diz ter tido esse momento: pergunto-me como será.
Já o sei... Só me falta senti-lo! E então, se alguém me encontrar, não se esqueça de dizer Olá!
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