Desligei-me do mundo por breves segundos. Não tenho nada a dizer e não sei do que sofro. Sofro duma vida insípida, inodora, irrelevante. Morro no desejo de mais qualquer coisa, mas um mundo cheio de palavras que não conheço. E eu perdida. Afogada no meu desespero.
Não digo existir, não acordo com a exigência de um legado, todas as memórias de mim, vou-as eu apagando, cada ano, passando a um novo vazio. Gostava de dizer que posso, ou que fasso falta, e, não nego, não faço aqui falta. E agora onde vou?
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