Não consigo evitar pensar que estás aqui. E que em qualquer esquina apareces à minha frente. Consigo sentir-te o cheiro, e ver o teu sorriso (não, o teu sorriso só lembrar-me dele, e que saudades!), mas a tua cara nem vê-la, tenho medo de esquecer-me dela.
Não consigo evitar querer ir ter contigo, tenho milhões de coisas que te quero contar. Hoje ascendi e saí da miséria e não me sinto por um segundo mais importante sem ti ao meu lado.
Estarei em erro?
Hoje inundado o ar do frio do costume do Inverno, que insiste em negar a sua própria chegada, com medo de ser visto. E eu quando uma brisa passa a esconder-me por baixo do meu pescoço gelado. Não te consigo ver a saír daquela esquina hoje, sei que não gostas da chuva (e se calhar também porque não estás aqui. Não! É so mesmo da chuva...), e que, quando a chuva vem, tu em casa a querer ir a lado nenhum. Tu e o Iverno andam a jogar às escondidas... Eu cá gosto do Inverno!
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