Parava de vez em quando uma série de dias para tomar conta de si, tomar de novo o jeito há vida, assumir-se de si mesma como quem precisa de um certo (talvez pouco e, ainda assim...) cuidado.
Não se manifestava, não criava laços, não vivia o seu corpo e a sua cabeça ( quais corpo e cabeça?). Deslocava-se por vezes em voltas infinitas, para uma frente desgastada e, por isso, parte do passado.
Não se conseguindo isolar da sua própria solidão, incapaz de afastar de si a sua própria presença, tomava o gosto àquela janela e ao brilho lá de fora, tomava o gosto à sua consciência e dias mais tarde perdia-se novamente de si mesma.
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